Capítulo VI
12.24.07
TRATAMENTO
A conduta de tratamento de ser traçada de acordo com as dificuldades que o individuo apresenta.
6.1 RECURSOS TÉCNICOS
Durante a reabilitação do paciente com síndrome de pusher podemos utilizar materiais como bolas suíças, calhas para manter a perna ou o braço bem posicionado, balões, tamborins, bolas de futebol. Esses materiais são utilizados com o objetivo de alongar o corpo, prevenindo encurtamento do lado sadio (Davies, 1985).
6.2 ABORDAGEM SEGMENTAR
6.2.1 Cabeça
Durante o tratamento desse paciente é essencial liberar a cabeça da posição fixada, particularmente a flexão lateral para o lado hemiplégico sem resistência. Quando a cabeça deixa de vir para a vertical, o terapeuta pode usar o seu antebraço para mové-la corretamente, pedindo ao paciente para não empurrar de encontro ao braço dele. Ele sente a pressão da cabeça dele contra o braço do terapeuta e move a cabeça afastando-a para aliviar a pressão, e assim a posição correta é automaticamente alcançada (Davies, 1985).
O paciente mantém a posição enquanto o terapeuta tira suas mãos que estão sustentando. O movimento é repetido e o paciente experimenta mover-se exatamente para a mesma posição sem à assistência do terapeuta (Davies, 1985).
Os movimentos de cabeça também necessitam ser obtidos quando o paciente está de pé. O rolamento correto para ambos os lados ajuda a restabelecer o movimento de cabeça, e também para orientar o paciente no espaço (Davies, 1985).
O terapeuta mantém a amplitude completa de movimentação passiva do pescoço, com o paciente deitado em decúbito dorsal (Davies, 1985).
Encontramos pouca resistência aos movimentos nessa posição, e ela pode assegurar de que não se desenvolvam contraturas. Os movimentos também são efetuados quando o paciente está sentado (Davies, 1985).
O paciente é mais capaz de liberar os músculos do pescoço quando recebe indicações táteis. O terapeuta põe sua mão de encontro ao lado da cabeça dele e procura move-la para o lado. Quando ele sente uma resistência, ele lhe pede para permitir o movimento e para aliviar a pressão contra a mão dela (Davies, 1985).
Ele move sua cabeça de modo que a resistência contra a sua mão diminua. Ela também facilita o movimento se lhe pedir para trazer sua cabeça para o lado para reclinar-se de encontra a ela (Davies, 1985).
O paciente tem então percepção de alcançar o movimento correto quando ele sente sua cabeça de encontro à da terapeuta para orientá-lo. Quando alongando o pescoço, a terapeuta necessitará dar contrapressão contra o ombro no lado oposto à direção da flexão lateral (Davies, 1985).
O movimento ativo é encorajado ainda mais por atividades nas quais o paciente é solicitado a mover sua cabeça para olhar um objeto, como por exemplo, usando uma bola ou um balão (Davies, 1985).
O terapeuta facilita o movimento correto colocando um dos seus braços cruzando o dorso nos ombros do paciente de tal modo que possa controlar a velocidade do movimento e usar o seu antebraço para empurrar para baixo o ombro hemiplégico dele a fim de estimular o endireitamento da cabeça para vertical (Davies, 1985).
Com a outra mão, o terapeuta segura a mão sadia levemente e lembra-lhe para não usar no movimento. A atividade é progredida pedindo ao paciente para reclinar-se lentamente para o lado sadio e parar antes que o seu cotovelo fletido toque na maca. Também pode parar e iniciar em várias fases do movimento ou mudar as direções (Davies, 1985).
Ele aprende a virar sua cabeça para a esquerda e a fazer contato visual com objetos nesse lado dele. De início, o paciente pode sentir-se mais seguro se uma maca alta for colocada à sua frente, e ele mantiver os seus quadris para frente mantendo contado com a maca (Davies, 1985).
6.2.2 Tronco
Para facilitar o encurtamento do lado do tronco e o endireitamento da cabeça para o lado hemiplégico, o paciente senta-se com sua perna hemiplégica cruzada sobre a outra. O terapeuta fica de pé à frente dele, mantendo as pernas dele no lugar com suas pernas. Com sua mão esquerda por trás ao redor dos ombros dele e sua mão direita sob a nádega esquerda dele, ele ajuda o paciente a transferir o seu peso sobre o lado direito (Davies, 1985).
A posição do paciente na cadeira de rodas é importante com um apoio firme para manter a extensão do tronco. Ele deve sentar com o seu peso inclinado para frente e os seus braços apoiados sobre uma mesa à frente dele, porque a postura semi-reclinada parece reforçar os sintomas que são vistos quando ele se encontra de pé (Davies, 1985).
É necessário aplicar um input tátil correto de todo o corpo durante a atividade, guiando o corpo do paciente durante a seqüência dos movimentos (Davies, 1985).
Na posição sentada ou de pé atrás do paciente, o terapeuta pede-lhe para tomar o seu peso afastando-se dela. Com uma mão ele pressiona os músculos do lado do seu tronco firmemente com a membrana entre o polegar e o indicador para estimular sua contração (Davies, 1985).
Com a outra mão, o terapeuta empurra pra baixo o ombro do paciente para estimular a reação correta de endireitamento da cabeça através do estiramento (Davies, 1985).
O paciente aprende a reclinar-se para o lado sadio, sustentando-se sobre seu antebraço e a seguir retorna a posição ereta sem empurrar com o seu braço (Davies, 1985).
À medida que ele realiza o movimento, a cabeça endireita-se automaticamente e os flexores do lado do tronco são ativados (Davies, 1985).
O terapeuta usa suas mãos para encurtar o lado hemiplégico do seu tronco, uma mão empurrando pra baixo o seu ombro e a outra pressionando os flexores laterais do tronco para estimular atividade. A atividade é efetuada com o paciente em pé com suas pernas cada vez mais abduzidas (Davies, 1985).
6.2.3 Membros inferiores e Posição Ortostática
A falta de atividade extensora na perna torna a posição ereta difícil para a terapeuta sustentar. Quanto mais o terapeuta segura o paciente, mais ele tende a reclinar-se para ele ou empurrar no sentido dele (Davies, 1985).
Para esse paciente é difícil manter-se de pé por causa do joelho estendido, sendo assim o terapeuta deve ajudá-lo adequadamente. Uma vez que ele esteja de pé, imediatamente são realizadas atividades que provocam automaticamente a postura e o movimento desejados sem que o paciente seja dependente de instruções verbais e feedback do terapeuta (Davies, 1985).
O paciente pode golpear um balão para uma terceira pessoa com a sua mão sadia. O balão é rebatido para ele ao alto, no ar, de modo que ele tem que estender a mão para batê-lo de volta. Imediatamente, o seu lado sadio alonga-se e a postura em pé é corrigida (Davies, 1985).
O mesmo efeito pode ser obtido por qualquer atividade apropriada que exija que o paciente estenda para frente e para cima a sua mão sadia (Davies, 1985).
A atividade de tocar um tamborim com diferentes ritmos ou até mesmo bater o compasso de uma musica fornecerão um bom estímulo. O tamborim ou o balão podem ser colocados de tal modo que o paciente precise virar sua cabeça em diferentes direções (Davies, 1985).
O terapeuta fica de pé do lado afetado do paciente e durante a atividade assegura que o peso dele esteja sobre ambas as pernas. Ele não usa comunicação verbal, porque o paciente esta se concentrando na execução do movimento e não escutará. Simplesmente ajusta a pelve do paciente para alcançar a posição desejada (Davies, 1985).
6.2.4 Marcha
Quando esse paciente tenta caminhar ele é incapaz de liberar a perna hemiplégica para dar um passo para frente. O la
do hemiplégico alonga-se em vez de encurtar-se, e o lado sadio encurta-se em vez de alongar-se. Quanto mais tempo o paciente permanece sentado em cadeira de rodas, mais aumenta a flexão na sua perna e tronco. É extremamente importante começar a ficar de pé em fase inicial (Davies, 1985).
A bola de futebol é utilizada para treinar o bom posicionamento do pé no ato de caminhar, uma vez que são treinadas as fases da marcha. Em virtude da hipotonia e inatividade do lado hemiplégico o paciente tem dificuldade para transferir o seu peso para o lado sadio. Por exemplo, ele não consegue cruzar a perna hemiplégica sobre a outra para calçar uma meia (Davies, 1985).
Umas das atividades mais importantes para esse paciente é ensiná-lo a descarregar peso sobre a sua perna hemiplégica quando ele esta de pé (Davies, 1985).
Em pé com o seu lado sadio para maca, o paciente é solicitado a mudar o seu peso até sentir o seu quadril direito tocando-o. De início ele sustenta com sua mão sadia sobre a maca enquanto repete o movimento movendo o seu quadril para a maca e a seguir se afastando dele (Davies, 1985).
O paciente pratica deslocando peso sobre sua perna hemiplégica e pode ser solicitado a chutar uma bola de futebol com o seu pé sadio (Davies, 1985).
O paciente pode ser solicitado a andar em volta da maca, procurando sentir o quadril de encontro a ela o tempo todo. A maca oferece orientação que ele precisa para permanecer na posição em linha mediana (Davies, 1985).
Após a caminhada em volta da maca ele pode ser capaz de continuar a marcha afastando-se dela com o terapeuta suportando a pelve. É mais fácil caminhar até um objetivo estabelecido (Davies, 1985).
O uso de calha dorsal feita de um material firme, como gesso, para manter a perna do paciente em extensão transforma o procedimento surpreendentemente. A tala posterior é enfaixada firmemente no lugar usando-se ataduras (Davies, 1985).
6.2.5 Equilíbrio
Balançar para atingir um balão com o seu braço hemiplégico muitas vezes facilita o movimento correto. O terapeuta coloca as suas mãos sobre os ombros do paciente e roda o ombro afetado pra trás (Davies, 1985).
O balão é lançado para o paciente e o terapeuta ajuda-o a oscilar o lado inteiro para frente de tal modo que sua mão golpeie o balão. Mesmo se o braço não tiver nenhum movimento ativo, o paciente pode atingir o balão, lançando-o para longe, balançando a sua mão à frente a partir do seu ombro (Davies, 1985).
Ao chutar uma bola com o pé hemiplégico o paciente transfere o seu peso espontaneamente sobre a perna sadia. O terapeuta pega o pé do paciente por trás para permitir-lhe chutar com uma boa oscilação, ou ele pode dar um passo à frente com sua perna sadia (Davies, 1985).
Os exercícios de ponte devem ser introduzidos com o objetivo de sustentar peso sobre a perna hemiplégica. A extensão de joelho e a reeducação do equilíbrio devem fazer parte da conduta também, sendo mais dois exercícios para sustentação de peso sobre a perna hemiplégico (Davies, 1985).
Parte integrante da monografia de Rackel Monte Carqueija do Nascimento
