Enfisema Pulmonar

11.29.07

Doença pulmonar progressiva caracterizada por um aumento anormal dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal. Os alvéolos se rompem e os pulmões acabam perdendo a sua capacidade elástica.

O enfisema, juntamente da bronquite, são consideradas as formas mais comuns da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Tabagismo, poluição, deficiência da proteína alfa 1 antitripsina e fatores de auto imunidade estão relacionados ao aparecimento do enfisema pulmonar.

O fumo provoca hiperplasia do epitélio, ruptura dos septos alveolares, espessamento das paredes, contribui para infecções, facilita o broncoespasmo, diminui a produção de surfactante e inibe a atividade enzimática antielastase e antioxidante.

A deficiência da proteína alfa 1 antitripsina que protege os pulmões de enzimas, é hereditária, aonde baixas quantidades de proteína são produzidas.

O enfisema pulmonar pode ser classificado em:

- enfisema periacinoso: a coleção se localiza na periferia do ácino (enfisema difuso), sendo mais comum em homens.

- enfisema cicatricial: é secundário, ocorre distenção, ruptura, proliferação fibrosa, hiperinsuflação e impedimento do pulmão de diminuir o seu volume.

- enfisema focal: provocado por deposição de carvão mineral nos bronquíolos, aonde ocorre fibrose e distensão alveolar. Os bronquíolos encontram-se dilatados.

- enfisema lobar congênito: instala-se no recém nascido antes dos 6 meses, porém com manifestação tardia.

Caracteriza-se por insuflação do parênquima.

O quadro clínico caracteriza-se por dispnéia, cianose, tórax em tonel, diminuição da elasticidade, do murmúrio vesicular, da expasibilidade, hipersonoridade, fadiga, dores de cabeça pela manhã, emagrecimento, tosse, edemas em tornozelos e baquetamento dos dedos.

O enfisema pode levar a complicações tais como: pnemotórax, atelectasia, broquiectasias e hipertensão pulmonar.

O diagnóstico se da através do relato de sinais e sintomas, avaliação respiratória durante a atividade física, observação da expansibilidade do tórax, ausculta pulmonar e cardíaca, observação da pele e das mucosas. Exames como raio x deve ser realizados e avaliados, assim como a espirometria , a tomografia computadorizada, exame do escarro, e quando suspeitada deficiência da proteína alfa 1 antitripsina deve ser solicitado um exame de sangue.

O tratamento do enfisema pulmonar visa aliviar os sinais e sintomas, pois ainda não há como interromper a progressão da doença. O indivíduo deve ser aconselhado a para de fumar. Broncodilatadores, corticosteroides e antibióticos específicos pode ser administrados para amenizar o sintomas.

A fisioterapia deve ser recomendada ao individuo enfisematoso, tendo como objetivo remover as secreções brônquicas através da inaloterapia, tapotagem, vibração e tosse, reduzir o trabalho respiratório eliminando atividades muscular desnecessária, diminuir a frequência respiratória, desinsuflar os pulmões através da TEMP, expiração incentivada, mobilização torácica.

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6 comentários em “Enfisema Pulmonar”

  1. Anonymous says on :

    Dificil relatar algo sobre esta deficiencia fisica, pois algo que perde sua elasticidade pode gradualmente retorna-la , com as varias variante tecnologicas tais como celulas troncos, e tais estudos eu não consegui a vislumbrar, mas existe sim luz no fundo deste tunel porque para a inteligencia pesquisa e inquerir sobre algo o ser humano ja provou a sua capacidade de se aventurar em ambientes hostis e vencer sera que não e chegada a hora de ver esse mesmo espirito avancar nesta lacuna indo de encontgro a cura, veja na area cardiaca ja exite comprovações maravilhosas não e possivel na area respiratoria.

  2. zulene says on :

    Gostei muito das informações contidas no artigo. Está de parabéns, em poucas linhas explicou várias situações sobre o enfisema.

  3. Alessandra de Toledo says on :

    Raquel, sou fisioterapeuta, professora universitária de fisioterapia e gostaria de parabenizá-la pelo artigo.
    um abraco
    Alessandra Corlatti

  4. Dra. Rackel says on :

    Olá Alessandra,
    Obrigado pelo seu comentário!
    Fico feliz que tenha gostado do artigo!
    Atenciosamente,
    Dra. Rackel Monte

  5. geisa Maria Brodt Sc says on :

    Olá Dra Rackel.Tenho enfisema pulmonar e tenho interesse em saber mais sobre cirurgia e células tronco. Tenho 59 anos e tive várias pneumonias no decorrer da vida.Será que já era uma deficiencia pulmonar ou o enfisema é uma consequencia? Onde moro não temos muitos profissionais interessados, mas eu iria a qualquer lugar buscar recursos. Tenho tido gripes constantes, tonturas,por vezes até desmaios e me sinto muito cansada.O enfisema causa dor ou é psicológico? Eu sinto uma dor leve e permanente nas costas. E a fisioterapia é, realmente, uma forma de melhorar as condições respiratórias? A altitude também é ruim? Vivo a 1200 m na serra catarinense faz 5 anos e só comecei a me sentir mal depois de vir para cá(antes eu morava em florianópolis. Desculpe perguntar tanto, mas os artigos não falam muito sobre como e onde devemos viver para ficar bem. Se a sra. puder responder minhas dúvidas e me indicar onde está mais evoluido o tratamento, agradeço. Atenciosamente. Geisa

  6. Dra. Rackel says on :

    Olá Geisa,
    Obrigado pelo seu comentário!

    A fisioterapia é essencial no tratamento da pessoa com enfisema pulmonar, pois ela ensina o enfisematoso a respirar melhor sem fazer uso da musculatura acessória desnecessariamente. A altitude está relacionada sim com o aumento da sua dificuldade de respirar.O enfisema é uma doença obstrutiva e não causa dor.
    Aconselho que procure um pneumologista, e um fisioterapeuta para que você possa seguir um tratamento adequado para melhor a sua capacidade respiratória e te proporcionar uma melhor qualidade de vida.

    Atenciosamente,
    Dra. Rackel Monte

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