O idoso e as quedas
05.28.08
Conforme vamos envelhecendo o nosso corpo vai sofrendo mudanças que muitas das vezes não são sentidas, até um episódio traumático.
O sistema muscular sofre com a gradativa perda de força, com maior percepção nos membros inferiores, assim como a falta de equilíbrio, que ocorre pela diminuição da base, diminuição também da capacidade visual e cárdio-respiratória, não tolerando tanto o esforço, assim como também a dificuldade de coordenar os movimentos.
As quedas estão entre as causas de óbito na terceira idade, porém quando não levam a tal conseqüência, podem gerar seqüelas, fraturas como a de colo de fêmur, insegurança e o medo de cair novamente.
As quedas podem ser causadas por fatores intrínsecos e extrínsecos.
Os fatores intrínsecos são aqueles que não dependem diretamente do local aonde o indivíduo se encontrar e sim das patologias que ele possa ter, como doenças reumáticas, alterações visuais, cognitivas, hipotensão postural, síncope, dentre outras.
Os fatores extrínsecos se relacionam à má iluminação do local, piso irregular, tapetes, degraus, móveis na passagem, calçados inadequados…
Porém as quedas que muitas vezes assustam podem ser evitadas através de um programa de fisioterapia que contenha exercícios físicos, instruções e orientações ao idoso e a família.
Antes de ser programado um plano de prevenção a quedas, o idoso deve visitar o médico, aonde uma avaliação será realizada pelo ponto de vista médico, quantificando o déficit que esse indivíduo apresenta.
O fisioterapeuta também realiza a sua avaliação, identificando os fatores de risco que ele apresenta, submetendo-o a testes em diversas condições, como olhos abertos ou fechados, pista irregular, caminhada na linha reta.
Poderemos também realizar um questionário com o paciente que nos ajudará, junto aos fatores já identificados, a traçar um plano de tratamento.
O programa de tratamento fisioterapeutico baseia-se no aumento ou ganho do equilíbrio, nas estratégias de arrumação do dormitório desse indivíduo, eliminando assim algum risco de queda, capacita-ló a realizar suas tarefas, diminuir possível medo existente com relação à outra queda, aumentar a sua base de sustentação gerando maior estabilidade.
Os exercícios a serem realizados serão adaptados a cada paciente, evoluindo de exercícios simples em solo estável para solo instável, marcha sem ou com obstáculos de acordo com a evolução do indivíduo. Podemos adaptar os exercícios e o local a condições de iluminação diferente para que o idoso possa ser submetido a várias situações do seu próprio dia-a-dia.
Devemos informar aos familiares as devidas mudanças que podem ser necessárias na moradia desses pacientes a fim de facilitar as suas atividades e prevenir as quedas.
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Olá Raquel, meu nome é Dayana, estou no 8° período de Fisioterapia. Por favor me ajude, estou reaLizando um trabalho sobre o equilíbrio em idosos, ultilizando a escala de Tinet, onde para a pesquisa ser completa, eu precisaria montar um programa de exercícios, fundamentado na cinesioterapia clássica, porém preconizando a prevenção ou melhora do défict de equilíbrio. Mas, estou com uma certa dificuldade pra encontrar biblografias que preconizem este tema e afirmem o tempo necessário para um trabalho do tipo(quantas sessões seriam necessárias? tempo? quantas vezes na semana etc.) Se você souber de algum livro ou puder me ajudar, por favor me responda, se puder me mande um e-mail:dayanapintadinha@hotmail.com
Olá!!! Sou josiane e sou acadêmica do curso de fisioterapia,estou fazendo um trabalho de extensão com os idosos, com avaliações de equilibrio, propicepção,laterialização, noção de espaço etcc.. Tenho tido sucesso. ADORO ESTA PROFISSÃO!!
Meu comentário é só para um elogio e para dizer que sou feliz com o que faço e que admiro todos os fisioterapêutas do mundo e os futuros que ainda virão, pois não existe satisfação maior do que poder devolver á uma pessoa a vontade e a capacidade de viver em meio á tantas diverssidades.
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Olá Josiane,
Obrigado pelo seu comentário!
Concordo com você, não tem nada melhor do que se sentir realizada só de ver uma pessoa voltando a ter uma vida normal, mesmo com necessidades especiais.
Amo o que eu faço e tenho muito orgulho de ser FISIOTERAPEUTA!
Atenciosamente,
Dra. Rackel Monte